O autor de contos é chamado contista, e a coleção de suas obras recebe o nome de livro de contos. Os contos são textos de prosa artística mais curtos do que os romances, com um foco narrativo mais concentrado. É importante notar que o conto não deve ser confundido com a palavra inglesa novel, que corresponde ao romance no sentido moderno.
As raízes do conto remontam a tradições narrativas orais, como lendas, parábolas e alegorias com fins didáticos. Diferentemente de narrativas mais complexas, o conto geralmente trabalha com poucos personagens e se concentra em um único enredo, quase sempre centrado em um problema específico.

As obras de um mesmo contista muitas vezes possuem caráter cíclico. Tradicionalmente, os contos eram publicados primeiro em jornais ou revistas e, posteriormente, reunidos em volumes. A estrutura clássica de um conto costuma apresentar três partes: introdução, clímax e resolução, embora isso seja típico principalmente da forma tradicional.
No início do século XIX, escritores românticos deram grande importância à reviravolta inesperada, conhecida como pointe. Esse momento, que marca o reconhecimento ou a surpresa final, corresponde à peripécia descrita por Aristóteles em sua Poética.